domingo, 25 de junho de 2017

DOMINGO DE BIRDING em Vix, ES, Brasil.

Finalmente animei a sair de casa e passarinhar! Tem chovido bastante aqui na capital do Estado do Espirito Santo, o que tem melhorado bastante nossos rios e córregos. Por uns três a quatro anos enfrentamos período de secas que tem castigado bastante o Estado, dificultando para todo mundo e também, claro, para animais e aves,
O Local escolhido foi a Ilha do Boi, na região central de Vitória, local muito habitado e que tem a particularidade de recepcionar muitas aves marinhas que chegam para procurar alimentos em suas águas e também nas pedras graníticas do local, parcialmente cobertas de algas.

Tenho me dedicado recentemente a "curtir" com meu equipamento mais simples, assim, levei para a observação o conjunto composto pela Câmera Canon EOS 70D e a lente também Canon 70-300mm  IS  USM, mas a básica, não L. A vantagem seria verificar a qualidade dessa lente se comparada com as lentes L, principalmente a 300mm F/2.8 IS  II e a 100-400mm  IS  II.

Então, vamos às aves:

Logo que cheguei pude ver um pequeno barco pesqueiro chegando do mar e trazendo peixes para a colonia dos pescadores!

Esses barcos são acompanhados por muitas aves marinhas!

minha chance para capturar algumas! o problema é a distância que estava até o barco que passava pelo canal de Vitória, pelo menos uns 300 metros!








Tesourões, Fregata magnificens, sempre presentes na baia de Vitória, esse aí é o macho. Aproveitando a manhã de sol alguns voavam elegantemente e vez por outra desciam ao barco para disputar comida com gaivotas e trinta-réis.










fêmeas dos tesourões, também estavam  lá, voando elegantemente e se alimentando.













Os Atobás pardos, Sula leucogaster, também são frequentes por aqui. O problema é que não nos dão facilidades: estão sempre voando longe, mais à entrada da baixa. Também seguiam o barco pesqueiro, ávidos pelos peixinhos e camarões.









Os gaivotões, Larus dominicanus, são comuns na orla de Vitória. Lembramos que nossa cidade, é o limite de distribuição setentrional dessa gaivota.
Esse individuo da foto é um imaturo, prova de que nidificam aqui em Vix.











Essa foto de Larus adulto, creio ter melhorado minhas fotos anteriores dessa espécie fantástica.















Trinta-réis  real, Thalasseus maximus, é frequente em Vitória. É um trinta réis de tamanho avantajado e não é tão comum quanto o trinta réis de bico vermelho ou o trinta réis de bando.










O Trinta réis de bando, Thalasseus acuflavidus, talvez seja o mais comum em Vitória! É bem menor que o trinta réis real que mede cerca de 50 cm. e o de bando tem tamanho entre 34-45 cm.

Esse ai conseguiu de destacar na briga do pesqueiro e voou para longe com o peixe no bico! Porém, contra o vento, notei que fazia um esforço adicional para levar sua presa para longe dos demais!




Ao término, fiquei feliz com essa passarinhada maravilhosa! E também com o desempenho dessa lente simples, que pesa apenas 630 gramas, o que é um conforto na hora de carregar e manusear o equipamento. Penso que sua performance não fica muito longe das lentes mais caras e a prova são essas fotos, lembrando que foram, quase todas, feitas a grande distância.
Também tem a questão dos lifers! Tendo fotografado já 738 espécies de aves conforme registros na plataforma WikiAves, vai ficando mais dificil acrescentar novas espécies. Porém, eu acredito muito nisso: o prazer e alegria da observação de aves é poder registra-las e apreciar sua beleza, seu comportamento e seus movimentos. Não apenas fazer novos lifers.

Um muito obrigado a todos amigos e amigas que nos visitam!

Jsl.


terça-feira, 16 de maio de 2017

ALGUMAS AVES DA SERRA DO CAPARAÓ VISTAS AGORA MAIO/2017.

Entre os dias 9 e 12 de maio próximos, fizemos mais uma visita ao Pico da Bandeira, no Parque Nacional do Caparaó. Muitas aves de altitude, que não são comuns, ou existentes em outras áreas do país, foram registradas nessa ocasião.

A seguir, postamos algumas fotos dessas aves:

Sabiá-do-banhado, Embernagra platensis, espécie que no ES somente habita regiões serranas: avistamos alguns indivíduos próximos á localidade de Pedra Menina.














Adicionar legenda
a Tesoura cinzenta, Muscipipra vetula é comum no parque, onde habita desde a portaria há mais ou menos 950 m. de altitude, até as proximidades dos campos de altitude situados há mais de 2.000 m.












O Sanhaçu-frade, Stephanophorus diadematus é tipico das elevações das serras do SE do Brasil.





















o Beija-flor-de- Topete, Stephanoxis lalandi é mais um dos habitantes dessas paragens das serras do SE, de clima frio, onde é um dos beija flores mais vistos. Esse indivíduo é um macho que cantava insistentemente.













O Tucano de bico verde, Ramphastos dicolorus, no norte de sua área de distribuição, no caso o Estado do ES. Santo, é registrado nas regiões serranas acima de 700 metros, sendo no Caparaó o único tucano que já registramos.














O Pica-pau Rei, Campephilus robustus é o maior pica-pau do Brasil, alcançando o comprimento de 36 centimetros e pesando em média cerca de 200 gramas. Habita regiões florestais, tanto nas serras quanto nas baixadas. Esse ai que fotografamos, é um individuo macho que estava acompanhado da fêmea.










A Maracanã-verdadeira, Priomolius maracana é uma ararinha com vasta área de ocorrência em nosso país, estando ameaçada no sul do Brasil e na Argentina. Vimos alguns casais cortando os ares do Parque Nacional. Outro psitácida ameaçado e que registramos no parque foi o Papagaio de peito roxo Amazona vinácea.










O Bico-virado-carijó, Xenops rutilans é ave comum, encontrada também em florestas da baixada. Esse ai foi visto em um grande bando misto de aves.















Arapaçus são aves insetivoras que galgam troncos à procura de insetos de que se alimentam. o Arapaçu escamado, Lepdocolaptes squamatus, ocorre em vários ambientes florestais tanto em montanhas quanto em baixadas.











A Saíra-lagarta Tangara desmaresti é outra ave das regiões serranas, sendo que no Caparaó é a saíra mais abundante. Frequenta em bando as numerosas fruteiras silvestres da copa das árvores, principalmente melastomaceae  e Mirtaceae.








O belíssimo Pica-pau dourado, Piculus aurulentus infelizmente é considerado como uma espécie "quase ameaçada" devido à destruição das florestas! Também é uma espécie habitante das regiões serranas do SE do Brasil













Muito obrigado aos amigos e amigas que nos visitam!

sábado, 6 de maio de 2017

AVES FANTÁSTICAS DA AMAZÔNIA VI : O Caçula!

Uma das aves mais fantásticas da Amazônia, é certamente, o caçula, Myiornis ecaudatus! O diminuto tamanho desse passarinho, 6,5 cm de comprimento, faz dele uma das menores aves do  mundo!! Seu peso oscila entre 4 e 5 gramas!! Alie-se a isso, o fato de praticamente não ter cauda e pode-se imaginar o que é esse gracioso e diminuto ser emplumado! Se nome cientifico em latim, significa segundo o Wiki Aves: "pássaro voador sem cauda". De fato, sua cauda é muito pequenina, quase não é notada!





Para uma pessoa observadora de aves, encontra-lo, no meio da floresta amazônica, equivale a encontrar uma agulha em um imenso palheiro!!
Se não se conhece sua voz, um chiado muitíssimo sutil, parecido com um grilo, fica muito difícil, quase uma loteria, encontra-lo ou mesmo, desconfiar de sua presença!

Além dessas dificuldades todas, obvias devido ao tamanho pequenino da ave, temos outro fato curioso sobre seu comportamento: a avezinha prefere viver na copa das árvores, a uns 30 metros de altura. Não propriamente na copa, mas no arvoredo logo após o dossel, abriga-se no sombreado da copa conforme pode ser visto na foto acima! Fotografa-la também não foi tarefa das mais fáceis: tamanho reduzido, obstáculos na frente e distância para o foco! Mas o esforço vale a pena: é uma das aves emblemáticas da Amazônia, junto com a Harpia, as duas,por motivos óbvios! Dois extremos de medida e peso!

foto: @Aninha delboni.



















Obrigado a todas pessoas que nos visitam!!

terça-feira, 2 de maio de 2017

AVES FANTÁSTICAS DA AMAZÔNIA V

A Amazônia talvez seja o destino ornitológico mais importante do mundo! A quantidade de espécies, variedade e o encanto produzido por suas aves repercutem no mundo inteiro, atraindo curiosos dos quatro cantos. Esse movimento mundial, acaba tirando do anonimato ou das páginas de revistas especializadas, muitas espécies que normalmente passariam despercebidas, quer por sua raridade ou mesmo por seus hábitos, estritamente florestais e ocultos. Destarte, iremos analisar agora, algumas espécies encantadoras da região Amazônica.

Conosco o Maú:


Perissocephalus tricolor, o Maú, ou pássaro-boi, é ave estritamente do interior da floresta amazônica, não sendo comum, ou pelo menos, até agora, sendo pouco registrado. Alimenta-se de frutos mas também captura insetos grandes. Seu comportamento é magnifico, visitando as copas das árvores das florestas em grupos de até cinco indivíduos. Sua vocalização é impressionante:

http://www.wikiaves.com.br/2518480&p=1&tm=s&t=u&u=2183&s=11390

Ouvir sua voz, nos faz compreender o porque de seu nome popular "pássaro-boi". Aliás, a voz dos cotingas é algo  impressionante! Desde o mugido bovino do Maú, até o vozear altissonante do Cri-cri-ó, Lipaugus vociferans, até a impressionante martelada da araponga Procnias nudicollis, passando pela voz incrível e altíssima do Cochó, ou Sabiá-Pimenta Carpornis melanocephalus, chegando ao apelo singelo do Coró-Coxó Carpornis cucullatus, ficamos admirados com essas belezas criadas pela natureza em nosso país!

Nosso encontro com o Maú, deu-se no município de Presidente Figueiredo. Ouvimos sua voz ao longe e imediatamente quedamos atentos! Repetimos a voz no play-back mas a ave emudeceu! Algum tempo depois, quando estávamos atentos na trilha  a um grupo de formicarídeos do interior da mata, fomos surpreendidos por seu vozeirão quase sobre nossas cabeças! Devagarinho, voltamos e olhamos para cima! No alto, nas copas, o pequeno grupo de quatro aves procurava frutos e ou insetos para se alimentar, tendo um deles, de vigia observando tudo ao redor. Porém, muito desconfiados, não assumiam uma posição aberta que nos permitisse fotografa-los. Foi messe momento que minha esposa Aninha Delboni conseguiu a segunda foto desse post.
Repetimos a gravação do play-back, o que atraiu a atenção do vigilante que, atento, perscrutava a mata logo abaixo tentando descobrir de onde tinha vindo aquele som familiar! Com muita cautela para não espanta-los, conseguimos fazer algumas fotos. A impressão dominante que me deixou ao conhecer o Maú, é que trata-se de um desses figurões aristocráticos do interior profundo da floresta! Um hermitão que vive com alguns companheiro(a)s no matão alto e sombrio! E que pára ser fotografado, somente sendo um paparazzi das aves!


    Foto  de @Aninha Delboni
O Maú é uma das joias da avifauna da Amazônia e o fato de ser um cotinga, valoriza ainda mais seu registro. 
Os Cotingídeos são aves em sua grande maioria, habitantes de ambiente florestal, isto é, dentro da mata, onde se abrigam e conseguem alimentos. A preservação das florestas, é, portanto, fundamental para a sobrevivência dessas aves.
Após nossa excursão, para se ter uma ideia da importância de se registrar o Maú, lembramos que até hoje constam apenas 116 fotos dessa espécie na plataforma Wiki Aves.

Obrigado a quem nos visita!  jsl

terça-feira, 18 de abril de 2017

AVES FANTÁSTICAS DA AMAZÔNIA IV

Prosseguindo com nossa  longa conversa sobre aves amazônicas, tenho a honra e o prazer de mostrar a vocês, agora, alguns registros do grupo de aves que antigamente eram chamados de FORMICARÍDEOS! Tratam-se de aves muito peculiares e tipicas das florestas das Américas, Central e  do Sul, resultado da evolução de milhões de anos. Pertencem ao grupo de passeriformes chamados cientificamente de Sub-oscines. A ordem dos passeriformes divide-se nesses dois grupos: Oscines e sub-oscines. Oscines são considerados  mais recentes, mais evoluídos pois possuem o cérebro mais adaptável  a mudanças ambientais, enquanto os sub-oscines são remanescentes de eras mais antigas, e, segundo pesquisas, seriam mais suscetíveis a mudanças no ambiente, ou seja, estariam mais sensíveis à ação humana sobre o ambiente. Em nosso país, entretanto, mesmo na região da mata atlântica, são relativamente poucas as especies dessas aves ameaçadas de extinção. A antiga designação de  Formicarídeos, foi substituída  por novas denominações divididas em várias famílias, entretanto, possuem em comum muitos hábitos. Esse nome Formicaridae origina-se dos hábitos de algumas espécies, serem assíduas seguidoras das formigas de correição, as famosas formigas legionárias que na América do Sul, são representadas principalmente pelas espécies Eciton  burchellii e a formiga-da-chuva Labidus praedator, ambas comuns em nossas florestas. (p.,ex. na Reserva de Duas Bocas, 35 km de Vitória, ES já registramos correição de Eciton e publicamos nesse blog.!)

As formigas não são o alimento dessas aves! As aves seguem as formigas para capturar os animais, que são espantados e desentocados pelas colunas de formigas! São lagartas, grilos, baratas da mata, percevejos, etc., uma infinidade de pequenos seres que se escondem nos milhares de tocas e abrigos da floresta; Geralmente são espécies fotofobas, isto é, acostumadas à vida no interior sombrio e penumbrosa da mata e por isso mesmo, misteriosas!

MAS, vamos enfim às aves?  vamos-la:

A Choca D'Água, Saskesphorus luctuosus, tem esse nome popular devido à preferência por habitar margens alagadas. Muito vocal, a ave atendeu ao chamado de seu canto quando gravamos.








Esse ai, cor pardinho ou chocolatinho, é a fêmea do Formigueiro de cauda curta, Myrmelastes humaythae, uma ave que vive embrenhada no escurinho da floresta. Para fotografa-la, tivemos de adotar uma postura espartana: nada de movimento ou barulho. O que foi difícil com uma multidão de pernilongos famintos nos atacando.





 Esse individuo é um macho da Mãe-da-taoca-de-cauda-barrada, Gymnopihyts salvini. Uma das espécies mais desconfiadas e ariscas da mata. Tivemos sorte em fotografa-la pois muitos não conseguem. É uma das ativas seguidoras das formigas, dai o apelido de Mãe da taoca. Ele estava escondido mas ao ouvir sua voz vinda do gravador, ficou nesse estado de perplexidade, nos fitando, talvez procurando descobrir quem era o intruso em seu território.







Agora, um casalzinho simpático! Trata-se do Chororó-escuro Cercomacra tyrannina, macho e logo na foto abaixo, a fêmea! Esse gênero, Cercomacra, é famoso no Brasil devido serem aves florestais exigentes, como. p.ex. o Chororó-cinzento, Cercomacra brasiliana, da mata atlântica do SE, que foi durante muito tempo considerado como extinto e redescoberto depois.Mas, continua raro. Certamente esse Tyrannina não é tão ameaçado mas foi ótimo conhece-los! Temos também o Chororó-do-pantanal, que pareceu ser até abundante.

















Pegando a onda dos casais, apresentamos agora, o casal conhecido como  Choca cantadora! Pygiptila stellaris.

Pássaro de bom tamanho, uns 14 cm. pareceu confiado e curioso, o que não é muito comum entre seus pares. Veio calmamente, bem acompanhado por suja namorada e ficou um bom tempo nos divertindo.

Talvez o apelido de "cantadora" seja devido a seu hábito de vocalizar muito e a uma boa altura. Canto muito mesmo, teria boas chances em programas de calouros cantores!

Detalhe interessante do bico forte da ave: adaptação para procurar alimento na folhagem em troncos carcomidos da mata primária.













O Formigueiro-de-cara-preta, Myrmoborus myotherinus, somente apareceu em um dia, na localidade de Manacapuru, local de matas primárias e muito vastas. Quase nada sabemos dele  ou ficamos sabendo. Apareceu, posou para a foto e foi embora sem nem um "tiau".










Por hoje, ficamos com esses formicarídeos! Mas nos dias seguintes estaremos mostrando mais  sobre as aves desse lugar majestoso. A pessoa habitante de uma metrópole ou lugares muito povoados, não tem a ideia do que é a Amazônia! Só mesmo indo lá para ver. a força da natureza ainda indomada a todo o momento se faz sentir! e, Como falamos nesse momento e há pouco sobre formigas, deixo uma foto que dá uma pequenina ideia desse mundo amazônico. Da interação harmoniosa entre os vários seres e a floresta! Nas várzeas dos grandes rios, impressionou-me as formigas pequenas e avermelhadas conhecidas como "formigas de fogo". Elas se juntam em "bolotas" e saem flutuando nos rios como uma forma de dispersão, e sua picada é terrivelmente dolorida e  queima como fogo, daí, o nome: formiga de fogo!




domingo, 16 de abril de 2017

AVES FANTÁSTICAS DA AMAZÔNIA III

Continuando com o relato de nossa viagem, apresentamos agora mais algumas fotos das incríveis aves do Amazonas:




O Macuru de pescoço branco, Notharchus macrorhynchos, é ave mansa e foi avistada de cima da torre da MUSA em Manaus.

O Macuru de peito marrom, Notharchus ordii, mostrou-se calmo, permanecendo muito tempo e somente foi visto na localidade de Careiro da Várzea.

A Saira de 7 cores da Amazônia, Tangara chilensis, é a mais bela saíra da Amazônia e apesar de seu nome, não ocorre no Chile, apenas na região amazônica.
O Iratauá-grande, Gymnomystaxis mexicanus, é ave dos alagados e forma grande bandos nas regiões de alagados dos grandes rios.
O Anambé-branco de máscara negra, Tityra semifasciata, é a mais linda de todas as Tityras e foi vista na localidade de Manacapuru.
A Saira-diamante, Tangara velia é outra ave incrível beleza, com várias cores e ocorre também nas matas litorâneas do norte do  ES e Sul da Bahia.













Continuaremos postando fotos dessa magnifica excursão amazônica. Gratos aos amigos que nos visitam!

JSL.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

AVES FANTÁSTICAS DA AMAZONIA II

Prosseguindo com nossa apresentação de algumas aves amazônicas, registradas em nossa recente excursão de passarinhadas.:

 A Arara canga, Ara macao, aparaceu em várias ocasiões. Nessa aqui, estávamos no alto da torre do MUSA-Museu da Amazônia, quando sobrevoaram a mata e fomos obrigados e clica-las!
 O Bate-Para, Attila bolivianus, é ave da família Tyrannidae e tem um canto muito parecido com o Attila rufus do SE do Brasil. Ave muito bonita e de voz forte e alta.

 Vimos três espécies de papagaios, o moleiro Amazona farinosa, o papagaio curica Amazona amazônica  e esses dois aí, o papagaio Diadema Amazona autumnalis, ave muito bonita e de voo gracioso. Posteriormente vimos mais alguns indivíduos. A população da Amazônia brasileira é considerada como população disjunta uma vez que a distribuição da espécie vai do México até a Venezuela. 
O Tucano grande de  Papo branco, Ramphastos tucanus, é ave comum, sendo registrado em todas as localidades em que visitamos. Pode ser considerado uma das vozes mais ouvidas da Amazônia e sua distribuição alcança toda a região.
 Esse gracioso Pica-pau, é o Pica-pau de colar dourado, Veniliornis cassini, registrado na localidade de Ramal do Pau Rosa, próximo a Manaus.
A Pomba-Botafogo, Patagioenas subvinacea, é ave comum, tendo sido registrada em várias localidades que visitamos mas observamos que é florestal.
Vimos poucos rapinantes nessas excursões, um deles, esse Gavião-Ripina,  Harpagus bidentatus, ficou muito tempo pousado nessa árvore seca, talvez espreitando alguma presa incauta. Esse gavião de pequeno porte também já foi muito registrado nas matas do SE do Brasil.
 Ave rasteira e campestre, a cigarrinha-do-campo, Ammodramus aurifrons, mostrou-se ser comum nos pastos e regiões abertas próximas às várzeas dos rios.
O  Japu-pardo, Psarocolius angustifrons, é uma ave belíssima e grande! Bastante ligada às matas de Várzea nos grandes  rios. Na várzea do Iranduba, vimos duas colônias dessas aves, sendo que uma ainda estava  com filhotes, com as aves entrando nos ninhos para alimentar os filhotes.

 Um individuo de Psarocolius angustifrons com alimento no bico, antes de entrar em um dos ninhos para alimentar seus ninhegos!















Uma colônia pequena de Japu-pardo, Psarocolius angustifrons.